Por Arnaldo Lobato*

A semente é um pequeno sinal de uma produção anterior que pode vir a ser uma frondosa árvore. E em todo chão se lança a semente, a semente do chamado que é um convite de um Deus enamorado, a um homem que só se autorrealiza em Deus.

A vocação de Deus é o amor, e, por amor ele criou tudo que há para a mais especial de todas as suas criaturas, o ser humano. É nesse sentido que o desejo de Deus para nós, seus filhos, é que participemos da criação começada por Ele no “princípio”: eis a nossa vocação.

Entender o chamado de Deus em nossa vida não é somente o caminho para a felicidade, mas, tornar-se coparticipante da criação.

A vocação é dom, gratuidade dada por um Deus amoroso a todos nós, um Deus que não faz distinções.

Na Parábola do semeador não há nenhuma distração por parte daquele que semeia, ao caírem as sementes à beira do caminho, sobre as pedras e espinhos. O convite é feito para todos, lançado a todo tipo de terreno, porém, a atenção à Palavra do Criador para a nossa vida nem sempre é escutada, por conta da aridez de nosso coração que em muitas circunstâncias não é terra boa.

E, é no terreno do nosso ser, da nossa existência que o convite se faz e o fruto da acolhida da vocação na vida do homem e da mulher é da “proporção de cem por um.”

Todo sim decidido a Deus gera na própria vida e na vida do outro a razão da própria existência: fazer a vontade de Deus.

E por isso é sempre urgente os apelos que a vocação exige de cada um de nós. E quando digo que participamos, cooperamos com a criação divina, respondendo ao chamado de Deus, é para acalentar e fazer o bem a tantos irmãos e irmãs cegos à beleza e surdos à suavidade do Verbo. É necessário ter bons colaboradores do Senhor, pois há muitos filhos de um mesmo Deus padecendo de muitos sofrimentos.

Neste mês dedicado às vocações, pare e pergunte: “Mestre, onde moras?” Não ficarás sem respostas se teu coração procura sem cessar por aquele que espera por ti.

Como diz a canção de P. Zezinho, “A palavra do Senhor quando chegou desinstalou meu coração. Ao chegar desafiou-me a exigir uma resposta:  de sim ou não. É fácil dizer sim, é fácil dizer não. Mas dói depois do sim, e dói depois do não.”

Arrisque-se pelo que vale a pena.

E ouça:

“Vinde e vede!”

Arnaldo é Postulante da Congregação dos Missionários do Verbo Divino. É natural da cidade de Muaná – Ilha de Marajó, no estado do Pará. Atualmente, mora em Contagem, MG.