Sacerdote dentre os mais queridos pelo povo brasileiro, o pe. Zezinho publicou neste Natal a seguinte reflexão em sua página no Facebook:

NATAL, JUSTIÇA E MISERICÓRDIA

Há duas virtudes que não funcionam separadas. Não se faz justiça sem misericórdia e não se faz misericórdia sem justiça.

Os fariseus não entendiam isso. Nem mesmo quando Jesus usou de misericórdia para com a mulher que ele livrou do apedrejamento! Aquele perdão não ficou por isso mesmo! Mandou-a livre, mas foi claro: “não peque mais”. Em outras palavras: naquela hora ela escapou, mas não seria sempre assim. Nem sempre Jesus estaria por perto. Os durões da lei a pegariam na próxima traição.

Mas como nada aconteceu com o homem que dormiu com ela então a punição não era justa.

Jesus ia aos porquês da lei e aos porquês da misericórdia e da justiça.

Todo adulto resvala e escorrega em alguma coisa: mentira, adultério, calúnia, sexo, má intenção, desrespeito, tentação de riqueza, de fama, de sucesso, má intenção na política e na religião… Há púlpitos e tribuna que rendem dinheiro!…

Enfim, Jesus é o único que pode perguntar se estivemos sempre sem pecado para julgar os outros. E é por isso que devemos usar de misericórdia e de justiça. Não julguemos para não sermos julgados. Mt 7,1-5.

Se ferimos alguém no passado, então precisamos de perdão. Se a pessoa nunca nos perdoar, Deus sabe se já nos arrependemos e se já fizemos penitência. Neste caso, podemos pedir misericórdia dele, mesmo que alguém jamais acredite que mudamos e nunca mais repetimos aqueles atos!

O que tem isto a ver com o Natal?

Tudo!Tudo! Tudo! Cremos que foi por isso que ele veio!

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Pe. Zezinho, via Facebook