“Depois disso, vi quatro Anjos que se conservavam em pé nos quatro cantos da terra, detendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, sobre o mar, ou sobre árvore alguma. Vi ainda outro anjo subir no oriente; trazia o selo de Deus vivo, e pôs-se a clamar com voz retumbante aos quatro Anjos, aos quais foram dado danificar a terra e o mar, dizendo: “Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhas assinalados os servos do nosso Deus em suas frontes”. (Apo 7 – 1; 3)

O trabalho profissional do psicólogo deve ser definido em função das circunstâncias concretas da população a que deve atender.

Consideremos que, estamos em uma cultura ocidental, capitalista, individualista, egocêntrica (onde valores pessoais, sobrepõem os coletivos) – aceito críticas sobre este argumento, desde que fundamentadas, contrariamente a realidade, ou sejam incoerentes com estes pensamentos, desabonando os argumentos aqui citados).

 O sujeito aprende a não se ver, agente transformador do próprio meio, mas ao contrário, considera que o mesmo como estando a seu serviço.

Infelizmente, nossa cultura, de senso comum e popularismo, nos remete ao infeliz ditado popular, que é passado de geração em geração: “apanhou…bata!”).

Bem, dentro desta perspectiva vejo o papel da psicologia como fundamental, percebendo, atualmente, que várias demandas apresentam-se de formas mais intensas, no campo do saber, convocando-a dessa maneira a dá suporte aos mais variados eventos que tem ocorrido no cenário social.

Sugiro que diante de tais questões, analisemos nosso papel como sujeito de transformação, ou agentes passivos e críticos de acontecimentos, que causam desastres grandiosos e desumanos. Nas quais, apenas nos solidarizamos, após o ocorrido. Ou sujeito ativo, mas que nos colocamos apenas no processo de prática dentro da política pública, onde os interesses, dominantes, revelam a ignorância e falta de empatia com a vida humana. Nesta situação, vê-se que desenvolver o ser humano para que atenda ao e o público faz-se urgente. A filosofia populista: do “bateu…levou” desconstrói-se.

Possibilitando ao sujeito reconhecer-se como agente e não passivo, um ser não incorporado ao meio em que vive.

Lara Cristina Reis Ferreira


Psicóloga clínica – Pós graduada em psicopedagogia clínica e institucional
CRP 04/14592