A Igreja são as pessoas que dizem seguir Jesus, estas buscam o Pai que se concretiza e se revela na pessoa de Jesus. Então, construir o reino de Deus é construir através do próprio gesto de Jesus, ou seja, trazer os que estão à margem para o centro. A missão da igreja é incluir os que estão à margem.

Um dos princípios práticos e éticos de Jesus foi acolher o outro na sua pobreza, na sua fragilidade. Ele não era capaz de ver o estereótipo, mas sim à dignidade daqueles que eram rejeitados, oprimidos e marginalizados por uma sociedade injusta.

Nós, como filhos de um único Deus, por conseguinte, somos todos irmãos. Dessa forma, acolher o outro é acolher parte de nós mesmo. A ação de Jesus deve nos impulsionar a buscar no outro a sua dignidade humana, o que há de belo em seu interior.

Quando se trata de exclusão, a Igreja deve assumir o comportamento de Jesus, pois Ele se oferece por todos sem exceção. Paulo VI diz que:

“A igualdade fundamental entre todos os seres humanos deve ser cada vez mais reconhecida, uma vez que, dotados de alma racional e criados à imagem de Deus, todos têm a mesma natureza e origem; e, remidos por Cristo, todos têm a mesma vocação e destino divinos” (Gaudium et spes, n.29).

Quando se fala em acolhida, pode-se dizer que é dar colo quente aos que sentem frio. É ouvir contente os que estão carentes. É consolar o doente e respeitar o diferente. É tentar ser brilhante, sem ser arrogante.

É preciso deixar que a luz do Espírito Santo entranhe em nossa alma para que assim, possamos estar disponível aos que necessitam de um abraço ou uma palavra amiga. Pois o é Cristo ressuscitado que nos acolhe e nos comunica a sua força pascal através da acolhida dos irmãos. Nós comunicamos a vida do Ressuscitado às pessoas no gesto de acolhimento.

O Papa Francisco nos ensina que, a Igreja deve ir ao encontro dos que vivem nas mais variadas periferias existenciais. Ela é chamada a conformar a sua ação à de Cristo, que em um amor sem fronteiras ofereceu-se por todos sem exceção.

É importante lembrar que nós somos a Igreja, e que ir às periferias existenciais é ir ao encontro da pobreza do nosso irmão e ajudá-lo sem discriminação.

Jesus diz: “Eu vim para que todos tenham vida e que a tenham com abundância” (Jo 10-10). Portanto, sua entrega de amor não foi somente para alguns, ou somente para os cristãos, mas para todos. Ele foi capaz de ver no outro o SER humano.

Iluminados pela ação de Cristo devemos conformar a nossa ação com a dele. “Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz” é o que diz Madre Teresa de Calcutá.

Robert Henrique Sousa Dantas

Postulando no Seminário Verbita Dom Helder Câmara –

16/11/2018