Buscar todos os dias ao abrir os olhos,  esta tal felicidade, possivelmente você a verá em “coisas”, porém, estas podem ser efêmeras, e oferecerem pseudos/falsos e passageiros prazeres, assim como os vícios, que mais cedo ou mais tarde, perdem o sentido, e a queda pode tornar-se ainda mais dolorosa e a sensação de vazio e desamparo assolam o ser.   Os pseudos/falsos e efêmeros/passageiros, prazeres nos inebriam por instantes, momentos que nos tiram o foco, a  busca pela tal felicidade. E assim, fatalmente nos levarão de volta ao ponto de partida.

Buscar pela tal felicidade, nos prepararmos para a possível certeza de que nunca a encontremos, porém, buscá-la em uma forma de fazer da jornada, da qual não podemos escapar, chamada – VIDA – um espetáculo de encontros e desencontros, alegrias e tristezas, medos e desafios. Então, nestas antítese, opostos, vamos encontrando esta tal felicidade.

Fuja de procurá-la nas pessoas, estas também, estão em busca das próprias, e na grande maioria das vezes, as fazem sem olhar pela janela, para enxergar a dores alheia, alguns já a encontram ao dar a mão ao próximo, somos seres diferentes e isto é riqueza. Aprendamos apenas a respeitar e seremos também, seguindo a jornada em busca desta tal felicidade.

Ajuda-nos compreender, que achamos forças (sempre tivemos, mas o comodismo nos impede de acreditar), quando saímos da nossa zona de conforto (ou desconforto, como aprendi com meu amigo psicólogo). Daí, quando conseguimos exercer esta força, que jamais imaginávamos, entramos em modo de sobrevivência, para desesperadamente, resignificar nossa existência e a continuar esta constante e interminável busca por esta tal felicidade!

Saia do mundo de outras pessoas, seja no virtual ou real. Ilusões a cerca desta tal felicidade, que pertencem ao outro e não são suas, e pior podem levá-lo, provavelmente, a um buraco sem fundo, na maioria das vezes criando ilusões, seja para dar conta das realidades sufocantes; sejam das exigências em que preferem ou escolheram viver!

Busque autoconhecimento, certamente sairá, por vontade própria, ou pelas adversidades da vida, para longe da zona de conforto (ou desconforto) e pelo menos evitará perder -se de si mesmo ( uso aqui a licença poética para a redundância).

Lara Reis – Psicóloga clínica

Pós –graduada psicopedagogia clínica e institucional 

larinhapsi.1971@gmail.com