Fonte: Radio Vaticano 

Um grupo de Brasileiros chamou a atenção do papa com esta faixa hoje pela manhã. A frase faz alusão à pergunta que o Papa fez à jovem brasileira Ana Carolina, há duas semanas: quem é melhor, Pelé ou Maradona?

Dando continuidade ao caminho proposto na passada semana de apresentar três dimensões essenciais da família: festa, trabalho e oração, o Santo Padre desenvolveu nesta quarta-feira o tema do trabalho.

Afirmando que o trabalho é necessário para sustentar uma família e criar os filhos, o Papa Francisco deixou claro que, antes de mais, é na família que se aprende o valor do trabalho: “A família educa ao trabalho com o exemplo dos pais – o pai e a mãe que trabalham para o bem da família e da sociedade” – sublinhou o Papa.

No Evangelho, a Santa Família de Nazaré aparece como uma família de trabalhadores e o próprio Jesus é chamado como o ‘filho do carpinteiro’ – lembrou o Santo Padre que recordou a expressão de S. Paulo dirigida aos cristãos: “Quem não quer trabalhar, não come”.

Oração e trabalho devem coexistir em harmonia. A falta de trabalho prejudica o espírito, assim como a falta de oração prejudica também a atividade prática – explicou o Santo Padre que deixou claro que o trabalho exprime a dignidade da pessoa humana, criada à imagem de Deus. Por isso se diz que o trabalho é sagrado e a gestão do emprego é uma grande responsabilidade – afirmou o Papa Francisco:

“Por isso, a gestão do emprego é uma grande responsabilidade humana e social, que não pode ser deixada nas mãos de poucos, descarregada num mercado divinizado. Causar uma perda de postos de trabalho significa causar um grave dano social.”

Fazendo referência à recente Encíclica ‘Laudato Si’, o Papa Francisco recordou o conceito de ecologia integral afirmando que “a beleza da terra e a dignidade do trabalho” devem caminhar juntos.

Através do trabalho, o homem colabora na obra da criação e, quando se perde de vista a aliança entre Deus e o homem, o trabalho torna-se um elemento de escravidão e destruição: do meio ambiente e da própria família. Os cristãos estão chamados a dar uma resposta a este desafio gigantesco, com a fé e coragem com que David enfrentou Golias, e assim consertar as fissuras existentes na nossa casa comum – disse o Santo Padre concluindo a sua catequese.

Nas saudações, o Papa Francisco dirigiu-se também aos fiéis de língua portuguesa:
“Dirijo uma saudação cordial a todos os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os fiéis de Portugal e do Brasil. Faço votos de que esta peregrinação possa reforçar em vós a fé em Jesus Cristo, que chama todas as famílias a colaborarem na construção de um mundo mais justo e belo. Que Deus abençoe a cada um de vós!”

Nas saudações em italiano destaque para a referência do Papa Francisco aos 75 anos da fundação da Comunidade de Taizé:
“Amanhã a Comunidade de Taizé completa 75 anos. Desejo dirigir a minha saudação, acompanhada da oração aos irmãos monges, recordando o amado fundador Irmão Roger Schutz, de quem precisamente há três dias atrás recordamos o 10º aniversário da morte. Bom caminho à Comunidade de Taizé!”

O Papa Francisco a todos deu a sua bênção!
(RS)