“Amarás teu próximo como a ti mesmo.” (Marcos 12-31).

A convivência com meu semelhante- acrescenta ou desgasta?

Quando nascemos nos é “imposto” a condição de estar com… O único ser de todas as outras espécies que depende dos outros até a morte.

Mesmo que isto não esteja em seus planos, e que deseja estar fora do convívio social, o que para nossa sociedade torna-se, patológico ou doença, isto fará com que sua condição humana sofra uma alteração; pois somos seres criados para viver em sociedade, e assim sermos socializados por ela e com ela.

Enquanto crescemos, recebemos informações, orientações, somos educados, “treinados” e vamos formando nossa personalidade, bem como a forma de vermos a vida, e isto vai determinando nossos comportamentos. Todo este processo evolutivo é comumente outorgado a alguém, mães, pais, avós, tios, etc. E com eles vamos também nos desenhando e nos formando.

Quando damos conta, é hora de deixar este círculo, estar fora do ambiente social que conhecemos, nossa zona de conforto deixa de ser aquela que nos dá segurança e tranquilidade, e nos vemos lançados no mundo.  Agora é a hora da verdade…

Deparamos-nos com o diferente daquilo que imaginamos como verdade absoluta e pessoal. Outros pensamentos, outros comportamentos, outros modos de vida, outras culturas, etc.

Então? Conviver será mais importante e mostrará quem, e como você enxerga seu próximo.

Eis a pergunta que não quer calar: “Quem é o outro para você”?

Ele é aquele que você define, e almeja encontrá-lo de acordo com o que suas expectativas ou será como ele pode apresentar-se? Lembre-se, assim como você, ele possui defeitos, dificuldades, orgulhos, vaidades, etc. Acredite, ele não será o gênio da lâmpada que irá atender seus desejos.

Tudo que foi construído na sua história irá interferir diretamente na imagem que você irá criar do outro e vice e versa. Eis a questão: Nem sempre ele será aquele que você espera e deseja. Comumente, é assim que as pessoas se frustram, desgastam relações, criam expectativas impossíveis sobre o outro e depois cobra do mesmo, cria boatos, “inventa” um ser, etc.

Façamos assim, um exame de consciência, o outro tanto nos incomoda por quê? Carl Gustav Jung, um grande psicólogo, nos deixou muitas reflexões importantíssimas, mas duas pertinentes a este tema: “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta” e “ Tudo que nos irrita nos outros, pode nos levar a um melhor conhecimento de nós mesmos”.

E agora o que podes fazer para que a convivência com o outro seja uma situação de crescimento e desenvolvimento e não um desconforto constante que nos leva a brigas e picuinhas muitas vezes irrelevantes?

Faça sua parte, não espere do outro o que ele possivelmente não possa ou não queira oferece-lo. Ame-se, o próprio Jesus nos deixou uma das mais sábias orientações: “Ame ao teu próximo como a ti mesmo”.

Você merece viver em paz… consigo e com o mundo!

LARA REISLara Reis – Psicóloga Clínica / Pós graduada em Psicologia Clínica e Institucional pela UEMG.

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