O fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou, no dia 14 outubro, a segunda parte do

A woman feeds nutritional porridge to her son, during an information and growth-monitoring session, in the village of Tilli, Nord Region. The session was organized by Appui Moral, Matériel et Intellectuel à l’Enfant (Moral, Material and Intellectual Support for Children), a UNICEF-supported local NGO. The region is participating in the UNICEF/EU-supported nutrition security programme. By July 2012, Burkina Faso had initiated a UNICEF-supported national nutrition security programme – funded by the European Union (EU) – to permanently reduce the rates of under-five child and maternal under-nutrition. The programme is part of a four-year UNICEF/EU global initiative, with multiple regional, national and community partners. It focuses on four countries in sub-Saharan Africa and five in Asia but aims to influence nutrition-related policies throughout these regions. The Africa programme, focussing on Burkina Faso, Ethiopia, Mali and Uganda, was launched in October 2011. It is intended to benefit directly 1 million children and 600,000 pregnant or lactating women – and to benefit indirectly 25 million children and 5.5 million pregnant or lactating women across the continent over the long term. The need is urgent: in sub-Saharan Africa, the prevalence of stunting – causing permanent cognitive impairment due to chronic nutritional deficiency – among children younger than 5 years of age is 42 per cent; wasting affects 15 per cent of under-five children, and 23 per cent are underweight. At the macro level, the programme builds policy capacity for nutrition security; institutional capacity; data and knowledge sharing; and the scale-up of nutrition interventions. At the national and district levels, it promotes government and community ownership of development processes, such as training, mapping and the mobilization of intra-community networks, such as women’s groups. And it utilizes a cross-sector approach, combining nutrition, health, water and sanitation, a

relatório First Hour of Life (Primeira hora de vida), que mapeia as práticas alimentares das crianças ao redor do mundo, até os 2 anos.

O estudo aponta que 5 em cada 6 crianças com menos de 2 anos de idade, não estão recebendo nutrição adequada para o seu desenvolvimento físico e cognitivo.

“Crianças e bebês têm mais necessidades de nutrientes. Mas os corpos e cérebros de milhões delas não atingem seu potencial porque estão recebendo pouca comida”, disse France Begin, assessora de nutrição do Unicef. “A má nutrição em tal estágio da vida causa danos mentais e físicos irreversíveis”, completou.

A nutrição infantil e os cuidados nos primeiros mil dias de vida, são essenciais para o crescimento da criança e influenciarão toda a sua saúde na vida adulta. O relatório relembra da importância do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade e da inclusão da alimentação complementar, até os 2 anos. A amamentação, além de reduzir o risco de obesidade e de doenças crônicas ao longo da vida, diminui o risco das mães desenvolverem câncer de ovário ou de mama e está relacionada a altos níveis de inteligência e desempenho acadêmico das crianças.

Atualmente, apenas metade das crianças entre 6 e 23 meses é alimentada com o mínimo de nutrientes necessários por dia, para sua idade. Assim como, somente metade das de 6 a 11 meses, recebem qualquer alimento de origem animal, essenciais para fornecer zinco e ferro, principalmente por conta do preço desse tipo de alimento. O atraso em incluir alimentos sólidos (após os 6 meses), a falta de variedade e o fato das refeições não serem frequentes, privam as crianças de nutrientes importantes que servem para o desenvolvimento cerebral, crescimento dos ossos e do corpo.

Vale lembrar que, apesar dos índices de desnutrição terem reduzido nos últimos 10 anos, o nanismo – causado por essa condição, continua a afetar 156 milhões de crianças com menos de 5 anos. Por outro lado, 42 milhões de crianças estão com sobrepeso ou obesas.

Tornar acessível os alimentos essenciais e melhorar a nutrição das crianças pequenas requer investimentos do governo e do setor privado, e pode salvar 100 mil vidas por ano.

A Pastoral da Criança, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos pela ONU e que deverão orientar as políticas nacionais e atividades de cooperação nacional, dos países membros até 2030, desenvolve diversas ações para ajudar a reverter esse quadro no cenário mundial.

A visita domiciliar, a celebração da vida, o acompanhamento nutricional, o incentivo a alimentação saudável e as hortas caseiras, tem como propósito colaborar para um mundo sem fome, em que todas as crianças tenham segurança alimentar para que possam crescer e se desenvolverem. Assim como propõe o 2º Objetivo do Desenvolvimento Sustentável, que tem como meta a “Fome Zero”.