Estou pensando nas belezas naturais que o mundo apresenta, mas porque o ser humano sempre estraga a paisagem?

Por isto, bato constantemente na mesma tecla, Somos todos pecadores, errantes aprendizes, caminheiros que buscam uma pseudo felicidade no fim do túnel (afinal acredito, que ela é feita por nós mesmos, nos momentos que escolhemos vivê-la) queremos acertar, mas com muita frequência, nos perdemos nas vivências que nós mesmos provocamos.

Aprendamos a nos questionar não o porque estou aqui; ou porque estou vivenciando determinada situação; porém, que lição a vida quer chicotear-me com ela? O auto conhecimento, dolorido e rude, nos esfrega na cara, que a resposta quanto mais subjetiva, pessoal e intransferível for, mais assertiva e de bom senso será.

Aprendamos a não buscarmos no externo, a eterna e constante falta, aquele abismo humano que nunca vemos o fundo, ou a ferida que nunca se fecha e que insistimos em nos perfurar com uma faca serrilhada e a arrancá-la de volta, pensando que falseando dores emocionais e psíquicas, “achamos que assim”, sofreremos menos ou minimizaremos as dores que são inevitáveis.

Pare de acreditar que o outro é ” best friend”, ele tem a vida dele, que certamente também tem suas mazelas internas e externas,o outro não está pensando em você, somos seres sociais precisamos aprender a conviver com civilidade e respeito, mas não espere compaixão integral ou verdade absoluta do outro, nem você pode oferecer isto!

Ele(o outro) não está pensando em você, ou é o responsável pela sua felicidade, o caminhante faz a caminhada e faz por ele e com seus próprios recursos, não irá, e nem tem obrigação, de emprestar os dele a você.Saia da condição de vitimista barato e seja protagonista da sua história. Porém, sem máscaras, hipocrisias, puxa saquismos, affff…

Cuide-se! Ame-se!

Determine como melhor amigo, e fiel escudeiro seu espelho. A possibilidade de errar ou culpabilizar o outro ou frustrar-se com a vida bandida pelas colheitas errôneas de nossos comportamentos humanos falíveis e decepcionantes, será drasticamente reduzida.

* o outro não é seu carrasco.

A menos que você permita que ele seja, se é que você me entende, se não entende, faça terapia. Há sempre uma saída para uma qualidade de vida menos dolorosa e mais de colheitas e frutos viçosos.

Lara Reis

Psicóloga – CRP 04/14592

Contato – (31) 993093861 – larinhapsi.1971@gmail.com