Somente no primeiro ano de pandemia, foi constatado um aumento global de 25% dos casos de ansiedade e depressão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma das possíveis explicações para esse aumento são os estressores decorrentes do isolamento social e de todas as restrições que a COVID 19 provocou.
Sentimentos de solidão, angústia, impotência, medo, luto e exaustão, foram ligados ao aumento dos transtornos ansiosos e depressivos, principalmente entre os jovens.

É de conhecimento de todos que a fase da adolescência é marcada pela instabilidade, desordem emocional e mudanças constantes de humor e hormonais, que por si só já colaboram para o surgimento de sintomas ansiosos e depressivos.

Com o fechamento de escolas e com a experiência do ensino remoto, os adolescentes experimentaram a perda de interações com seus grupos de amigos e a falta dessa convivência diária e o isolamento em geral, contribuíram para esse cenário.

Frente a todos esses impasses, a tecnologia se tornou cada vez mais necessária, tanto no sentido de aproximar as pessoas, tanto para uso escolar. Entretanto, o problema se faz presente pelo uso inadequado e também excessivo das tecnologias, com destaque para as redes sociais (Instagram, Whatsapp, YouTube, Facebook, Twitter, etc).

O Brasil é o segundo país que passa mais tempo conectado à internet, segundo um estudo realizado pela Hoopsuite com a We Are Social. Os brasileiros passam em média, nove horas e vinte nove minutos todos os dias conectados. Outro dado levantado pela OMS é que o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: são18,6 milhões.

É inegável que a tecnologia trouxe benefícios em meio à pandemia, porém foram muitas mudanças repentinas, que ninguém estava preparado, o que ocasionou também muitos malefícios, como o uso exacerbado da internet, muita exposição da vida privada e investigação da vida do outro, críticas, julgamentos, ataques, cyberbullying (bullying virtual), pornografia, dentre outros problemas.

Esses dados sugerem que a pandemia associada ao uso desenfreado da tecnologia, provavelmente impulsionou uma crise global de saúde mental entre os adolescentes, que ficaram ainda mais vulneráveis a desenvolver transtornos. Isso implica a necessidade de se discutir sobre a importância de haver um equilíbrio desse uso e de existirem diálogos entre o adolescente e seus responsáveis, que precisam ser orientados com relação aos perigos que a tecnologia oferece, assim como a existência de fontes seguras para troca de informações.

Nesse sentido, faz toda a diferença que os pais conversem e sejam amigos dos filhos, para saberem o que desperta o interesse neles, o que eles gostam de ver e compartilhar online, para entenderem que não é hora de julgar ou dar bronca, nem de simplesmente proibir o uso, pois hoje em dia é inviável que um adolescente fique sem tecnologia, mas eles precisam ser acolhidos e orientados a utilizar essas ferramentas de forma saudável e segura.

Contudo, entender o que representa a depressão e a ansiedade e buscar se informar sobre como apoiar os jovens com esta condição é muito importante. Os pais devem ficar sempre atentos, dar bom exemplo e estimular a busca por ajuda psicológica, se necessário.

Bruna B. Cardoso. Psicóloga Clínica – CRP 04/60952

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