Antes de refletir sobre a missão do leigo(a) nas paróquias, é importante acentuar que na Família Arnaldina, a questão da “missão do leigo(a) e sua participação em nossa espiritualidade” já se apresentou em muitos de nossos Capítulos Gerais.

Os documentos afirmam que somos “sócios na missão”. Podemos imaginar a Família Arnaldina com um rosto laical? Se esse é o rosto
que queremos para a Igreja no futuro, precisamos adiantar os passos “dentro de nossa casa”.
Quando falamos que os leigos(as) são nossos colaboradores na missão, não queremos dizer que são “coadjuvantes”, mas “agentes” da missão.

No Congresso Verbita sobre evangelização na estrutura paroquial concluímos que o modelo de paróquia que melhor responderia aos desafios dos tempos atuais é “uma paróquia entendida como rede de comunidades”, em constante processo de transformação/
conversão. Trata-se não apenas de uma “nova nomenclatura” para sustentar os antigos vícios da “igreja matriz”, mas de um esforço por fazer real a “eclesiologia de comunhão”, numa “atitude de abertura e diálogo.

Neste modelo de “igreja-comunhão”, os fiéis são chamados a serem agentes e protagonistas da ação evangelizadora, como sal e luz do mundo (Mt 5,13ss), para que todos tenham vida (Jo 10,10). Urge, portanto, que nossas comunidades paroquiais sejam espaços
de renovação , apresentando a força dos nossos carismas na Igreja local, mediante as dimensões características, o diálogo e testemunho profético.

A missão do leigo(a) como “sócio” não está restrita à paróquia, a exemplo de cada um de nós missionários(as), mas, movidos pela Espiritualidade Arnaldina, vai além das estruturas paroquiais.


Pe. Edson Castro da Silva, svd

Fonte: http://www.ssps.org.br/imagens_up/jornal/pdf/vida_missionaria_58.pdf