Rezemos por todas as pessoas que trabalham e vivem do mar, entre elas os marinheiros, os pescadores e suas famílias.

Reflexão

Este ano de 2020 celebram-se os 100 anos do Apostolado do Mar, que está integrado, a nível da organização da Santa Sé, no Dicastério para a Promoção Humana Integral. É por isso que, neste mês de agosto, o Santo Padre dirige o olhar e o coração da Igreja para aqueles que vivem do mar. O mar sugere-nos, ao menos nos países que têm praia, tempo de férias, lazer, descanso, beleza e contemplação. Porém, para muitas pessoas, o mar é o lugar da sua subsistência, lugar de lutas e perigos. Muitos países têm o mar como a principal fonte da sua economia e constitui-se como o sustento de muitas famílias. Pensemos nas pessoas que vivem do mar: os pescadores, os marinheiros, os que trabalham em cruzeiros de viagem, militares, etc. Muitas vezes, para além do perigo que o mar representa, sobretudo quando as condições de segurança são precárias, estas pessoas vivem dias e semanas longe dos seus, na incerteza do fruto do seu trabalho. É também comum que muita desta atividade seja propícia a abusos, a nível laboral e de condições de trabalho. Para que os alimentos e os bens do mar cheguem até nós, foi preciso que estes tivessem passado por muito esforço e em condições que desconhecemos. Também sabemos como são importantes os laços e os tempos em família. A ausência de casa, por períodos sucessivos e regulares, é uma constante nestas famílias e não é, certamente, isenta de dificuldades de tipo afetivo, de fortalecimento dos vínculos e até de harmonia. Infelizmente, sabemos que muitas comunidades piscatórias são também lugares de muita precariedade social e pobreza. Esta intenção pode ajudar-nos a recordar o que está por trás daquilo que chega até nós e a promover, na medida do possível, estas pessoas e a dignidade do seu trabalho. Para isso, felizmente, existem instituições que procuram proteger e lutar pelos direitos destes trabalhadores, as quais podemos conhecer e apoiar. Que a nossa oração e a gratidão de coração ajudem a todos a sentirem-se nossos irmãos e irmãs.

Oração

Senhor Jesus, Tu que chamaste alguns pescadores para serem teus discípulos, nós te damos graças por continuares a olhar com amor para aqueles que têm no mar o seu sustento. Toca o nosso coração para podermos estar atentos às necessidades destes nossos irmãos e irmãs e das suas famílias. Torna-nos sensíveis à realidade em que vivem e envia o teu Espírito sobre aqueles que podem dar-lhes melhores condições para um trabalho digno e seguro. Ampara-os e protege-os nas suas dificuldades, assim como as suas famílias, para que em nós encontrem sustento e ajuda. Pai-Nosso…

Desafios

– Às refeições, agradecer pessoalmente, em família ou em comunidade por todos os que trabalham para que o alimento chegue às nossas mesas, vendo neles o rosto do amor de Deus por nós. – Procurar conhecer mais sobre as condições de trabalho e a realidade das pessoas que vivem do mar, as suas famílias, e despertar a sensibilidade para os problemas e desafios que enfrentam. – Conhecer instituições que ajudam as comunidades piscatórias nas suas dificuldades e no reconhecimento da dignidade do seu trabalho e colaborar, na medida do possível, com estas instituições.