Entre os gnósticos do século II surgiu um representante muito influente: Marcião.

Marcião nasceu na  Ásia menos , mas foi morar em Roma onde foi iniciado no gnosdticismo e começou a ensinas e desnvolver a sua própria teologia , o Marcionismo.

Marcião acreditava que existiam dois deuses: O Deus do Antigo Testamento e o Deus Jesus, do Novo Testamento. O primeiro Deus era o criador, justo, implacável e vingador. O segundo Deus, Jesus, era amor e bondade. Sendo assim dois deuses tão diferentes que estavam em contínuo contraste.

Posto isto, Marcião elaborou a sua própria bíblia: excluiu o Antigo Testamento; manteve algumas partes do Evangelho de Lucas (retirou as partes que falam do nascimento de Jesus), alguns trechos das Epístolas de São Paulo (tirou todos os textos em que os Apóstolos afirmam claramente que o Deus que fez o mundo é o Pai de Nosso Senhor Jesus).

Para Marcião, Jesus não poderia ser humano, pois se assim fosse Ele teria feito parte da Criação do Deus do Antigo Testamento.

A Igreja acabou por excomungar Marcião no ano de 144, dadas as suas oposições claramente heréticas face à doutrina Cristã verdadeira, ameaçando a unidade.

Depois de ser excomungado, Marcião fundou uma pseudo igreja com um forte código disciplinar, em que exigia a abstinência sexual, proibia o casamento, o consumo de álcool e de carne. A eucaristia era celebrada com água em vez de vinho.

Marcião morreu cerca do ano 160 d.C. Mas o marcionismo manteve-se florescente por mais duzentos anos.

Fonte Canção Nova